Pelas costas
Trabalhou durante a toda vida. Logo que seu limite chegou, passou a esperar a morte, sentava ali, naquela cadeira. Não sabia porque, mas ali estava. Sentado na ponta da mesa de madeira, era de carvalho. Haviam mais sete lugares além do seu, todos vazios, porém cheios de lembrança, de tempos de outrora.
Logo a chuva iria cair nos campos lá de fora. Era domingo. Todos na missa, e ele ali. Esperando a morte com suas lembranças, estas passavam como um filme, longe e demorado, tendo como trilha sonora os pingos de chuva chocando-se no chão. Sorriu ele, sim a grama deste chão estava bem cortada.
Mantinha-se cortada pelo trabalho dos filhos,q eu agora cuidavam dele, ainda que não tivessem idade suficiente para serem considerados homens, como diz a lei, ou o que dizem que a lei fala, não sabia ao certo. Um tinha dezesseis, o outro quinze, mais outro tinha catorze e dois tinham treze. Ou teriam mais? Estaria confundindo realidade com lembrança? Não fazia mal. Pelo menos era a idade dos que ainda viviam.
Os dois meninos de treze não eram gêmeos, um era seu filho de nascença o outro por carência, era um sobrinho, órfão de pai e mãe. Era considerado filho, e ele se considerava filho, o respeito era mutuo.
Lembrou-se dos tempos em que o menino chegara ali com cinco anos de idade, tímido e com medo, vinha da cidade, uma grande mudança, porém necessária. Seus pais, mortos na frente dos seus olhos inocentes, vira coisa que nem gente grande suporta. , e seu irmão, se perdeu nas ilusões baratas.
O órfão tinha vindo no mesmo ano em que o filho mais velho, o que não fora citado a idade, tinha morrido. Morreu na igreja, morto por militares. O mataram dentro da casa de Deus.
Eis porque não estava na missa. Tinha desacreditado em Deus e na pátria. Estava perdido no silencio, nos pensamentos. Fingia-se consciente e sorria para os que passavam por ele, dando um bom comprimento.
Uma pontada na memória o fez lembrar-se da mulher, morta por um assassino. Os militares nada fizeram. O assassino era um deles! O país, a moral a religião o decepcionaram tanto. A lágrima descia pelo rosto e logo se encontrou com a mesa de carvalho.
A arma na mão, a vingança latejante sofrida no peito, o empurravam em um abismo de indecisões, estava desnorteado. Estava mudado. Por falar na tristeza de perder um filho, merecera, a sua mulher, aquela morte?
Tinha mudado sua rotina. Seus princípios, juntou seguidores daquela terra, iriam a cidade em busca de justiça, tinha planejado tudo, não sabia dizer adeus. Preocupava-se com uma única coisa.
Um menino dos seus, fascinado pelas armas, pela marcha dos soldados, tinha se levado pela beleza da disciplina dos militares. Acreditava no que diziam que a morte da mãe era necessária ao país, acreditava que a morte do irmão. Temia que teu filho o traísse, mas já esperava.
O som do feio de um carro, alguma voz de menino confirmando o local. Nenhuma voz melhor para traí-lo, do que uma voz amada. Vinha do lado de fora, atrás da porta da casa, que estava atrás de onde o homem estava sentado.
Bateram na porta, o choro aumentou, tinha perdido mais um filho, ou nunca ganho aquele? Mesmo sabendo que se respeitavam, mas o menino tinha traído toda sua confiança, poderia ter sido de outra forma.
Bateram na porta, logo um longo intervalo... até que arrebentaram a porta de uma vez, cliques de armas destravando. Armas apontadas para as costas de um homem.
Eis mais um site que segue a rígida política de acabar com as altas mentiras que a humanidade implante em si mesma só para acobertar o mal que fazem tento a si mesmo quanto para todo o universo, um exagero que não pode ser descartado. eu sou a jaca que todo os dias é pisado pelos políticos e lideres mundiais, meu amigo agora eu vou feder! agradeço a sua visita e boa leitura! boas criticas sempre bem vindas
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terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Internacionalmente escravos
Não discuto o fato de produtos estrangeiros serem melhores que os nacionais, nem refuto o uso deles e nego esse tipo de ato. Mas a questão é que esse tipo de problema, do Brasil engolir todo o lixo empurrado garganta abaixo , foi culpa do próprio Brasil que sempre abriu as pernas para o comercio externo. Querendo fazer cara de bom moço para atrair capital estrangeiro para os salários dos brasileiros, mas a burrice foi pensar que tal dinheiro dado aos trabalhadores brasileiros seriam gastos em produtos brasileiros, uma vez que os produtos não eram melhores que os produtos “gringos” ou nem eram produzidos por indústrias nacionais. Logo os enlatados estrangeiros intoxicaram o sistema econômico brasileiro e ficaram circulando por ele até os dias atuais.
As propagandas, os desenhos, os filmes, tudo isso nós fazem ser alienados ao que acontece o tempo todo e a gente não vê, que somos apenas uma colônia deles, e compramos deles coisas que são produzidas aqui, mas baseadas em produtos que são lixo para eles lá! Não é a toa que somos piada lá fora! Depois o burro é o português?
O pior é saber que sempre corremos, sem consciência, do sonho americano, de poder consumir do bom e do melhor e ainda conseguir pagar as contas no final do mês. Mas me responda, como? Se sempre temos dividas internacionais, se o Brasil é o país dos impostos, e acima de tudo sempre dependemos da alta de uma moeda que não é nossa, fora o consumo desenfreado que faz todo o nosso dinheiro sair do país.
Pelo menos, nem economicamente seremos patriotas? Ou seremos um pouquinho de cada pais do mundo quando vestimos uma roupa da C&A, escovamos o nosso dente com a escovada Oral-B e pasta da Colgate, assistimos “Friends” na TV por assinatura (DirectTV) em uma televisão da Sony, ou quando estamos dirigindo o nosso carro da Volkswagem (ou Toyota, ou Fiat, ou Chevrolet, ou Subaru, ou Ford, ou Peogeot) até o Shopping Center, andamos entre lojas como Calvin Klein, Siberian, Brooksfield, Puma, Nike, Adidas, e compramos um belo Ipod na Fnac, ou um celular da Motorola, ou Nokia em uma operadora da Claro ou Tim!
Além de tudo isso, nós ainda temos que aprender a falar inglês. Dizem para não nos preocuparmos , por que o país está desenvolvendo! Mas só porque eles querem trabalhadores mais qualificados e falando as duas línguas.
Não se preocupe, apenas somos uma colônia que enriquece sem saber outros países com visões mais amplas e desenvolvidas sobre como se relacionar e se aproveitar de países ainda focados em coisas de pequenas magnitudes.
As propagandas, os desenhos, os filmes, tudo isso nós fazem ser alienados ao que acontece o tempo todo e a gente não vê, que somos apenas uma colônia deles, e compramos deles coisas que são produzidas aqui, mas baseadas em produtos que são lixo para eles lá! Não é a toa que somos piada lá fora! Depois o burro é o português?
O pior é saber que sempre corremos, sem consciência, do sonho americano, de poder consumir do bom e do melhor e ainda conseguir pagar as contas no final do mês. Mas me responda, como? Se sempre temos dividas internacionais, se o Brasil é o país dos impostos, e acima de tudo sempre dependemos da alta de uma moeda que não é nossa, fora o consumo desenfreado que faz todo o nosso dinheiro sair do país.
Pelo menos, nem economicamente seremos patriotas? Ou seremos um pouquinho de cada pais do mundo quando vestimos uma roupa da C&A, escovamos o nosso dente com a escovada Oral-B e pasta da Colgate, assistimos “Friends” na TV por assinatura (DirectTV) em uma televisão da Sony, ou quando estamos dirigindo o nosso carro da Volkswagem (ou Toyota, ou Fiat, ou Chevrolet, ou Subaru, ou Ford, ou Peogeot) até o Shopping Center, andamos entre lojas como Calvin Klein, Siberian, Brooksfield, Puma, Nike, Adidas, e compramos um belo Ipod na Fnac, ou um celular da Motorola, ou Nokia em uma operadora da Claro ou Tim!
Além de tudo isso, nós ainda temos que aprender a falar inglês. Dizem para não nos preocuparmos , por que o país está desenvolvendo! Mas só porque eles querem trabalhadores mais qualificados e falando as duas línguas.
Não se preocupe, apenas somos uma colônia que enriquece sem saber outros países com visões mais amplas e desenvolvidas sobre como se relacionar e se aproveitar de países ainda focados em coisas de pequenas magnitudes.
sábado, 8 de maio de 2010
Fim de Semana Brasiliense
O que faltava naquela manhã de sábado era saber o que faria naquela noite. Não por desespero atrás de diversão, mas também por desespero por cultura que lhe falta durante todo o período que não acontece nenhum show, e durante o período que ele não tinha dinheiro; para ele eram períodos eternos!
O caderno de diversão e arte do jornal regional estava na cabeceira da cama, em cima de uma pilha de outros exemplares dos Dias anteriores; porém sempre sofria ao ver eventos que metade de Brasília comparecia e, por motivos financeiros, ele não.
O montante restante da diferença entre o salário e as contas não dava para contas com show de artistas nacionais, quanto mais internacionais, era o caso do sábado passado.
O que sempre restava eram as festas de entrada franca. Mas entrada franca não seria algo bom para melhoras seu “filme” com a garota que ele queria que o acompanhasse. E também não seria grande lucro indo atrás de eventos grátis que ocorrem no entorno da cidade, onde sempre o transito é caótico e a segurança é duvidosa. Também não iria se sentir bem em um lugar pouco freqüentado por ele.
Restava talvez algum cinema, em um dos vários shoppings. Só que a maioria dos estacionamentos é paga, e o ônibus da linha que passa pelo shopping demora, e ônibus não seria um transporte adequado. Além disso, tudo ainda tinha o fato de ser um programa meio repetitivo para a saída deles, sendo todos os filmes já assistidos, e nenhum lançamento!
Restaurantes, pelo menos os que merecem seres considerados românticos, são caríssimos; nenhum bar “copo sujo” serviria!
Como era que testas a paciência a vida cultural da cidade: que se resumia a eventos somente pagos a altos preços, como festas no Park Way, boates e shows. O que deixa evidente que o publico alvo é a jovem burguesia do Lago Sul, área mais rica da cidade!
Nenhum amigo estava fazendo festa! Nenhum dinheiro para ser gasto, culpa da demora do banho que teve com sua namorada no mês passado; e que teve como conseqüência a gigantesca conta de luz. Ainda somando ao conserto do amassado do carro e seus faroletes, que foram quebrados por culpa de um enorme buraco que tinha em frente ao Lar dos Velhinhos quando voltava para casa.
É... O jeito vai ser ir lá à frente do Banco do Brasil, que fica do outros lados da rua, comprar um filme pirata e assisti-lo em companhia de sua garota, comendo uma boa e velha bacia de pipoca.
O caderno de diversão e arte do jornal regional estava na cabeceira da cama, em cima de uma pilha de outros exemplares dos Dias anteriores; porém sempre sofria ao ver eventos que metade de Brasília comparecia e, por motivos financeiros, ele não.
O montante restante da diferença entre o salário e as contas não dava para contas com show de artistas nacionais, quanto mais internacionais, era o caso do sábado passado.
O que sempre restava eram as festas de entrada franca. Mas entrada franca não seria algo bom para melhoras seu “filme” com a garota que ele queria que o acompanhasse. E também não seria grande lucro indo atrás de eventos grátis que ocorrem no entorno da cidade, onde sempre o transito é caótico e a segurança é duvidosa. Também não iria se sentir bem em um lugar pouco freqüentado por ele.
Restava talvez algum cinema, em um dos vários shoppings. Só que a maioria dos estacionamentos é paga, e o ônibus da linha que passa pelo shopping demora, e ônibus não seria um transporte adequado. Além disso, tudo ainda tinha o fato de ser um programa meio repetitivo para a saída deles, sendo todos os filmes já assistidos, e nenhum lançamento!
Restaurantes, pelo menos os que merecem seres considerados românticos, são caríssimos; nenhum bar “copo sujo” serviria!
Como era que testas a paciência a vida cultural da cidade: que se resumia a eventos somente pagos a altos preços, como festas no Park Way, boates e shows. O que deixa evidente que o publico alvo é a jovem burguesia do Lago Sul, área mais rica da cidade!
Nenhum amigo estava fazendo festa! Nenhum dinheiro para ser gasto, culpa da demora do banho que teve com sua namorada no mês passado; e que teve como conseqüência a gigantesca conta de luz. Ainda somando ao conserto do amassado do carro e seus faroletes, que foram quebrados por culpa de um enorme buraco que tinha em frente ao Lar dos Velhinhos quando voltava para casa.
É... O jeito vai ser ir lá à frente do Banco do Brasil, que fica do outros lados da rua, comprar um filme pirata e assisti-lo em companhia de sua garota, comendo uma boa e velha bacia de pipoca.
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